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Jacumã, Porto Mirim, Muriú... Um passeio com gostinho de viagem.


Praias com areias finas, coqueiros à beira-mar, águas calmas e mornas, piscinas naturais, recifes de corais, lagoas e até áreas rurais com velhos engenhos formam o cenário do circuito Jacumã-Porto Mirim-Muriú, no litoral de Ceará-Mirim. Em um dia apenas, dá para se esbaldar e conhecer tudo.

Essa seqüência, com uma gama de atrações que também inclui passeio de barco pelos arrecifes e divertidos esquibunda e aerobunda, praticados na lagoas de Jacumã e Muriú, começa a 49 quilômetros de Natal, em percurso rodoviário; e a cerca de 30 quilômetros, se o visitante usar a balsa que parte de Santos Reis e leva à Redinha, e de lá seguir pela estrada que vai a Jacumã.

Para os mais aventureiros, há também a opção de chegar às três praias de bugue ou em jipes 4x4 pela beira-mar, já que o acesso é permitido a partir de Jenipabu. No caso, atravessa-se a balsa e depois é só utilizar o mar como acostamento, desde que a maré esteja baixa. Os turistas que visitam o litoral norte o fazem quase sempre de bugue. Sem dúvida, é a forma mais gostosa.

 

 

As praias de Jacumã, Porto Mirim e Muriú têm cenário natural homogêneo, caracterizado pela abundância de coqueiros, faixa de areia clara e os arrecifes, que formam piscinas na maré baixa. Uma boa notícia para o visitante é que essas praias, que apresentam um fascinante aspecto selvagem, já oferecem boa estrutura de gastronomia.

Jacumã, que até os anos 70 era uma remota colônia de pescadores, é atual pólo de veraneio. E de Turismo, por que não? Tem uma das lagoas mais concorridas do Estado, cuja beleza faz plena jus à fama. O tempo lá pode ser dividido entre a placidez da praia e a curtição da lagoa, proporcionada pelos intrépidos brinquedos esquibunda e aerobunda.

 

 

No esquibunda, o praticante, sentado numa prancha de madeira, desce uma duna de 50 metros até chegar na lagoa. Já o aerobunda consiste em descer sentado em uma cadeira de lona que corre pendurada em um cabo de aço. Após se afastar da plataforma de onde parte, a pessoa pula da cadeira e cai na lagoa.

Vizinho à praia de Jacumã, Porto Mirim é parada necessária em qualquer roteiro pelo litoral norte de Natal. Separando Jacumã e Muriú, Porto Mirim é a menos movimentada das três e a melhor pedida para quem quer fugir da agitação, mesmo durante a alta estação.

Muriú, por outro lado, é a mais agitada. Embora bem pacata ao longo da maior parte do ano, recebe grande movimento no verão, principalmente nos fins de semana. A praia repete a paisagem de Jacumã e Porto Mirim, porém é mais urbana e tem mais opções para alimentação, por exemplo, contando inclusive com várias barracas instaladas na areia.

O outro diferencial é o passeio de barco, com parada para mergulho nos parrachos dos buracos da velha e da moça. Além disso, Muriú também tem uma lagoa - ótima para o banho -, que fica a cerca de 500 metros da área central da praia e também tem esquibunda e aerobunda.

 

Engenhos e casario são atrações de Ceará-Mirim

O circuito não tem atrativos só nas praias. Uma ótima pedida é deixar o litoral por instantes e, em menos de 10 quilômetros, conferir os velhos engenhos e o casario da cidade de Ceará-Mirim. A produção da cana-de-açúcar deixou grande legado cultural no município, representado sobretudo na arquitetura.

Neste aspecto, o destaque fica por conta dos engenhos. O Mucuripe, construído em 1935, é o único ainda em atividade. Por R$ 2, o visitante conhece todas as etapas da produção do açúcar mascavo e da rapadura. Naturalmente, experimenta as duas iguarias.

Outra visita indispensável é ao Engenho Verde-Nasce, construído em 1850 e já desativado. Lá ainda resiste ao tempo uma robusta cerca de ferro trazida da Inglaterra na época da construção.

Uma curiosidade a mais do Verde-Nasce é o túmulo de Emma, cidadã presumivelmente inglesa, de quem só se conhece a origem e o primeiro nome. O roteiro de engenhos se complementa com o Guaporé e Cruzeiro, também desativados e erguidos na mesma época que o Verde-Nasce.

A sede de Ceará-Mirim também está repleta de construções no final do século XIX e início do século XX. Os prédios que chamam mais atenção são o Solar do Antunes, onde funciona a sede da prefeitura, o Mercado Público Municipal, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Biblioteca Pública Municipal e a Secretaria Municipal de Educação.

 

Saiba que...

Os primeiros registros sobre a área onde está Ceará-Mirim datam do século XVIII e indicam que a região era ocupada pelos índios potiguares, que viviam às margens do Rio Pequeno, rebatizado de Rio Ceará Mirim, e praticavam o escambo com os colonizadores portugueses, franceses e espanhóis, trocando o pau-brasil por especiarias. O primeiro povoamento foi organizado pelos portugueses, em conjunto com o índio Antônio Felipe Camarão, o Poty, chefe dos Potiguares.

O município de Ceará-Mirim foi oficialmente criado em 1759. O início do ciclo da cana-de-açúcar deu-se com o afastamento dos padres jesuítas, que haviam fundado um convento na aldeia do Guajiru, mas passaram a ser um inconveniente para os portugueses, que queriam usar a área para a agricultura. Já no século XIX, escravos africanos foram deslocados para a região, para trabalhar nos engenhos.

O vale do Ceará-Mirim prosperou bastante com a atividade econômica. Foi a era do luxo dos senhores de engenho, com pompa tanto na vida cotidiana quanto nos bailes promovidos pelos donos da terra. A atividade açucareira de Ceará-Mirim declinou no século XX, com a perda de mercado perante núcleos produtores maiores.

 

Fonte: Assessoria de imprensa da EMPROTUR


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